Pensemos por exemplos:
A começar pelo invejoso!
João dá um conselho a José.
Este conselho é realmente proveitoso
para José, mas José sente inveja de João.
José sabe da qualidade e da validade do
conselho e o quanto lhe pode fazer bem, mas prefere não seguir o conselho de
João.
Pois segui-lo é como elevar João a um
nível ainda maior que José que já sente inveja de João.
O que poderia ser um bom conselho
torna-se mau por este motivo.
Passemos para o inferior!
Tem relação próxima com o invejoso.
João dá um conselho a José.
Mas José tem João como alguém inferior a
ele, isto é, dotado de inteligência e de conhecimento inferiores.
Mesmo que o conselho de João lhe seja
útil, José não irá segui-lo pelas divergências aferidas.
O conselho de João se torna novamente um
mau conselho.
Acatá-lo seria, para José, condenar-lhe
a inteligência e a superioridade em relação a João.
O terceiro é o igual!
João dá um conselho a José.
João e José estão em sintonia, ou seja, estão
numa mesma situação ou próxima e tem afinidades parecidas ou igualitárias.
Como parte do mesmo contexto, sem
distinções ou desequilíbrios, o conselho de João se torna valioso e plausível
para José.
O conselho pode render, inclusive,
trocas de conselhos entre eles.
Esta é uma situação mais considerável.
O quarto é o superior!
João dá um conselho a José.
José tem grande estima por João e
considera que João tem qualidades superiores a ele para lhe aconselhar.
José prefere seguir o conselho de João e
confiar em quem, a seu ver, entende mais que ele.
José se valerá da credibilidade
conquistada por João.
Um conselho pode se valer de conceitos
diferentes e depender, principalmente, de quem enuncia e da relação que se tem
do outro. Mas, em todo caso, você conseguiu entender a conexão?
Marcelo
Horta Mariano