terça-feira, 12 de agosto de 2014

O BOM E O MAU CONSELHO



Pensemos por exemplos:

A começar pelo invejoso!
João dá um conselho a José.
Este conselho é realmente proveitoso para José, mas José sente inveja de João.
José sabe da qualidade e da validade do conselho e o quanto lhe pode fazer bem, mas prefere não seguir o conselho de João.
Pois segui-lo é como elevar João a um nível ainda maior que José que já sente inveja de João.
O que poderia ser um bom conselho torna-se mau por este motivo.

Passemos para o inferior!
Tem relação próxima com o invejoso.
João dá um conselho a José.
Mas José tem João como alguém inferior a ele, isto é, dotado de inteligência e de conhecimento inferiores.
Mesmo que o conselho de João lhe seja útil, José não irá segui-lo pelas divergências aferidas.
O conselho de João se torna novamente um mau conselho.
Acatá-lo seria, para José, condenar-lhe a inteligência e a superioridade em relação a João.

O terceiro é o igual!
João dá um conselho a José.
João e José estão em sintonia, ou seja, estão numa mesma situação ou próxima e tem afinidades parecidas ou igualitárias.
Como parte do mesmo contexto, sem distinções ou desequilíbrios, o conselho de João se torna valioso e plausível para José.
O conselho pode render, inclusive, trocas de conselhos entre eles.
Esta é uma situação mais considerável.

O quarto é o superior!
João dá um conselho a José.
José tem grande estima por João e considera que João tem qualidades superiores a ele para lhe aconselhar.
José prefere seguir o conselho de João e confiar em quem, a seu ver, entende mais que ele.
José se valerá da credibilidade conquistada por João.

Um conselho pode se valer de conceitos diferentes e depender, principalmente, de quem enuncia e da relação que se tem do outro. Mas, em todo caso, você conseguiu entender a conexão?

Marcelo Horta Mariano

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