Certo dia...
João e José resolveram
fazer o mesmo investimento financeiro.
João estudou o
investimento a fundo, pesquisou, leu, perguntou a economistas e empresários,
dedicou-se a participar de fóruns de debates e chegou a assinar uma revista de
economia para acompanhar o mercado.
Tinha a sorte decidida
por ele e não por outro.
João previu o fracasso
(e o possível sucesso), avaliou as perdas e prescreveu-lhe um plano B.
João sabia dos riscos.
Previu isso, fez cálculos e investiu.
José também soube do
tal investimento. Era o mesmo de João.
Considerava-o razoável
e escutou amigos do trabalho, do bar e de sua convivência pessoal.
Todos indicavam o mesmo
investimento, inclusive João, que era seu amigo.
O investimento era tido
como justo e seguro.
José, então, investiu o
mesmo dinheiro que o amigo João.
Em pouco tempo, João
recuperou o investido e obteve lucro.
José perdeu.
Não conseguiu nem mesmo
recuperar o investimento inicial.
José culpou a sorte e o
amigo João pelo fracasso.
João, por sua vez, não
conseguiu entender o que havia acontecido com José.
Se o valor investido
era o mesmo e o investimento no mesmo lugar, porque João obteve lucro e José
não?
Muitos chegaram a dizer
que tudo se deveu pelo estudo e pelo esforço de João.
Mas José não entendeu
da mesma forma. Culpou o seu azar e o fato de João ter sempre sorte. Também
acreditou que João não lhe oferecera as dicas certas e escondeu alguma coisa
para seu próprio ganho.
Mas, afinal de contas,
o que aconteceu?
Nenhum comentário:
Postar um comentário