quinta-feira, 7 de agosto de 2014

DOIS POR UM E UM POR TODOS



Certo dia...
João e José resolveram fazer o mesmo investimento financeiro.
João estudou o investimento a fundo, pesquisou, leu, perguntou a economistas e empresários, dedicou-se a participar de fóruns de debates e chegou a assinar uma revista de economia para acompanhar o mercado.
Tinha a sorte decidida por ele e não por outro.
João previu o fracasso (e o possível sucesso), avaliou as perdas e prescreveu-lhe um plano B.
João sabia dos riscos. Previu isso, fez cálculos e investiu.

José também soube do tal investimento. Era o mesmo de João.
Considerava-o razoável e escutou amigos do trabalho, do bar e de sua convivência pessoal.
Todos indicavam o mesmo investimento, inclusive João, que era seu amigo.
O investimento era tido como justo e seguro.
José, então, investiu o mesmo dinheiro que o amigo João.

Em pouco tempo, João recuperou o investido e obteve lucro.
José perdeu.
Não conseguiu nem mesmo recuperar o investimento inicial.
José culpou a sorte e o amigo João pelo fracasso.
João, por sua vez, não conseguiu entender o que havia acontecido com José.
Se o valor investido era o mesmo e o investimento no mesmo lugar, porque João obteve lucro e José não?
Muitos chegaram a dizer que tudo se deveu pelo estudo e pelo esforço de João.
Mas José não entendeu da mesma forma. Culpou o seu azar e o fato de João ter sempre sorte. Também acreditou que João não lhe oferecera as dicas certas e escondeu alguma coisa para seu próprio ganho.

Mas, afinal de contas, o que aconteceu?

Marcelo Luis Horta Silva Mariano

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